De 25 Agosto 2020

Cloroquina no combate ao Coronavírus

Você já ouviu falar sobre a Cloroquina?

Enquanto a vacina contra a o novo Corona vírus não sai, o mundo médico e científico continua sua busca por uma droga eficiente contra este vírus. No topo desta lista estão a cloroquina e a hidroxicloroquina. Estes dois medicamentos têm o mesmo princípio ativo que é a “cloroquina”, mas a molécula da hidroxicloroquina recebeu modificações químicas com o objetivo de diminuir possíveis efeitos colaterais.


A idéia de usar estes medicamentos foi devido ao fato de eles serem eficientes no combate  a micro-organismos intracelulares como o Plasmodium causador da malária e bactérias como Coxiella burnetii e Tropheryma whipplei, já que é uma característica dos vírus invadir as células e lá se multiplicar.


Na China, foram realizados 20 estudos clínicos em vários hospitais e os primeiros resultados obtidos de mais de 100 pacientes mostraram a superioridade  do uso da cloroquina comparado ao tratamento do grupo controle em termos de redução da exacerbação da pneumonia, duração dos sintomas e a rapidez da eliminação do vírus. Em todos os casos houve ausência de efeitos colaterais. Além disso, tais estudos mostraram que a cloroquina pode reduzir o tempo de internação dos pacientes.


Um grupo de pesquisadores indianos fizeram um levantamento de dados sobre a eficácia do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com a COVID-19. Eles concluíram que embora ainda não tenha evidências científicas, o tratamento com estas substâncias tem um balanço de risco benefício favorável ao uso especialmente diante da ausência de outras alternativas e da urgência de se resolver este contexto de pandemia.


Os departamentos de saúde da China, Estados Unidos e Europa autorizaram o uso da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19. Aqui no Brasil o Ministério da Saúde segue com a orientação de uso da hidroxicloroquina para o tratamento de pacientes com sintomas leves da doença. Já a Sociedade Brasileira de Infectologia recomendou, recentemente, o abandono da substância no tratamento de qualquer fase da doença.


Em meio às correntes contrárias, a prerrogativa da conduta terapêutica continua sendo do médico, no âmbito de sua relação com o paciente. E o paciente tem o direito de escolher se quer ou não aderir ao tratamento proposto pelo médico.
Por Dra. Elaine Weiler